Capítulo 3: Apolártemis

~No Olimpo
Ártemis e Apolo entraram no templo de Afrodite, e ela estava em seu trono, com um longo vestido de seda rosa claro e branco. Seu cabelo estava solto, e, antes que os irmãos pudessem perceber, Afrodite gritou, feliz:
–Ai Zeus! Vocês se amam! Estão até de mãos dadas! Que fofos!
Os dois coraram muito. Afrodite percebera.
–Porque estão com vergonha do amor?
Ártemis olhara para as mãos dadas, corando, e separou-se.
–Isso não tem graça, Afrodite- disse Apolo, quase gritando.
–Mas eu não fiz nada- argumentou Afrodite, quase miando, de tão assustada.
–Afrodite, você sabe que ela não pode se envolver com homens. E eu sou o deus dos solteiros, eu não posso gostar tanto de alguém quanto eu gosto dela- gritou Apolo, sem perceber no que disse- e… Ai, Zeus, falei demais. Demais.
–Aawn, você tá amando!- berrou Afrodite, feliz.
–Afrodite, você não percebe a gravidade da situação? Você é louca mesmo, nosso namoro…- disse Ártemis
–Casamento, talvez- sussurrou Apolo, logo depois percebeu no que falou.
–Ok… Nosso amor é proibido, literalmente, eu não posso namorar, e ele, bem, ele é o deus dos solteiros, Afrodite.
–Me chame de Afrô, querida.
–NÃO! Afrodite, isso é grave, eu jurei jamais me envolver com homens. Você sabe disso, todos sabem disso- Ártemis agora gritava.
–Mas eu não fiz nada dessa vez, eu jamais faria, eu sei do seu voto, Ártemis- Afrodite tentava argumentar.
–Como assim? Não foi você? A deusa do amor não fez nós nos apaixonarmos?
–Você se apaixonou por mim?- Apolo agora sorria, exibindo sua felicidade e seus dentes super brancos, depois que Ártemis disse aquilo.
–Mas… Tem um jeito de vocês se apaixonarem sem eu me envolver, é difícil, mas… Pode ser.
–Como? Fala criatura- Ártemis estava quase louca.
–É meio difícil isso acontecer- continuou Afrodite- principalmente no seu caso, que jurou nunca se envolver com outro homem e… Bom, se o amor for muito forte, se os dois sentirem isso, se os dois quiserem realmente, se… o amor for realmente muito forte, vocês podem se apaixonar sem eu me envolver.
–Mas… eu não amo ele.
–Querida, não negue, isso só piora.
Ártemis bufou. Queria ser uma deusa caçadora, mas queria Apolo.
–Tem como vocês terem um tempo ausente de suas responsabilidades… Mas vamos precisar da ajuda de Hécate.
Lá foram, os três, Apolo e Ártemis com o rosto pegando fogo.
–Hécate, precisamos de você!!-Gritou Afrodite, entrando sem bater na porta nem nada parecido
–Querida, avisar que está chegando é bom e…- Hécate olhou Apolo e Ártemis próximos e vermelhos- você conseguiu unir os dois?
–Não fui eu, poxa, foi amor incondicional e proibido. Não me envolvi nisso. Mas vou me envolver. E você também.
–Como assim?- perguntaram os três em uníssono.
–Aii, estão mais lerdos que Poseidon hoje né?- eles pareceram ofendidos- Você, querida- Afrodite abraçou Hécate- vai preparar uma pequena poção, que os dois vão tomar “acidentalmente” e vão virar adolescentes. Assim, sem seus poderes, também ficarão livres de suas responsabilidades.
–E nós vamos poder namorar- Ártemis completara.
–Isso- concluiu Afrodite- e, a poção tem que durar, para não criar suspeitas de que fizeram de propósito só para ficarem juntos. E farão só uma vez, ou de vez em quando.
–Então… Ação!- disse Hécate.
E assim prepararam uma poção, que estava com uma cor atraente, um laranja muito bonito, não era morto nem vivo demais.
–Agora, vou precisar de ajuda, na taça de vocês, na hora da ceia (olha que chiques) vocês vão pedir qualquer bebida, e vão dizer o seguinte depois que pedirem: “Aqui, Hécate realizará seu feitiço de amor 1321442239 sobre nós…
–Como a gente decora tudo isso de números?
–Ou então…- disse Hécate fitando Apolo, como se decorar os números fosse facinho- vocês pegam esse vidrinho -ela ergueu o vidrinho com um líquido roxo- e pingam as gotas nele. O resto é comigo- ela deu um sorriso bondoso a eles.
–E… quanto tempo estaremos livres?- indagou Ártemis.
–Depende de quanto vocês quiserem.
–Qual o tempo máximo?- Apolo fitava Afrodite, olhando o caderno de poções na parte “amor”.
–De dois a três anos. Se tiverem sorte, no máximo três anos e meio.
–Fortuna, me ajude- disse Apolo
Ártemis o abraçara, e pedira mentalmente: “Fortuna, seja bondosa conosco, por favor, uma vez, ajude a nós dois.”