Capítulo 2: Apolártemis

-No restaurante

Ártemis estava vestindo uma blusa justa. Meio ousada, por ser Ártemis. A blusa tinha um desenho de lua, e uma saia preta, de babados. Estava em sua forma humana de 16 anos, ao invés de 12, sua forma preferida.

-Oi Ap…-Ártemis se interrompera. Haviam mortais no lugar.

-Brian- Apolo dissera, exibindo seu enorme sorriso.

-Jennifer- Ártemis também sorria muito.

-Vamos sentar?- perguntou Apolo, abraçando-a.

Foram para um lugar sem muitas pessoas, um canto perto da saída. Ártemis estava com seu arco-e-flecha, que estava disfarçado de anel.

-O que vão querer?- a garçonete perguntara.

-Uma salada simples- pedira Ártemis

-Hum, dois refris médios, uma porção dois pra mim e uma porção 7 pra ela. Foi isso que me pediu, né, Jenn? Um refri médio e uma porção 7.

-É, foi isso mesmo- Ártemis fuzilava Apolo com seus olhos pretos.

A garçonete saiu mais rápido que chegou. A noite esfriara e entrava um leve vento da janela.

-Que foi, maninha?- Apolo parara de sorrir

-Eu não sou sua ‘maninha’. E porque você queria jantar comigo?

-Porque eu quero parar de brigar com você. Queria te abraçar com você querendo o abraço. Queria poder ficar com você de vez em quando.

Ártemis levantara e se sentara ao lado dele. Ele a abraçara, seu abraço quente fez a lua brilhar um pouco mais na hora.

-Eu te amo, mana.

-Eu também te amo.

A comida chegara. Apolo fizera uma pequena chama no canto da mesa, num cinzero, e despejara uma pequena parte de sua comida e falou:

-À Ártemis.

Ela fez o mesmo e falou:

-À Apolo.

Sorriram por um grande tempo, até que pararam. Hipnotizaram-se um pelo outro, até que Apolo levantou, convidando Ártemis à levantar. Passearam pelo quarteirão, que parecia bem longo.

-Qual sua constelação preferida?- perguntara Apolo, olhando para o céu.

-A Caçadora.

-A minha também- A lua brilhou ainda mais. –Então… Você está feliz?

-Sim- disse Ártemis, corando a 500º

Apolo riu. Ele sentira o rosto de Ártemis corar. Queimar.

Pararam em frente à uma casa, branca, com telhado triangular, um portão branco de altura média e um jardim cheio de rosas de várias cores: rosas, amarelas, brancas, vermelhas. Apolo colhera uma flor vermelha, sem ligar para os espinhos.

-Para você- disse Apolo, sorrindo um pouco, e mostrando seus dentes super brancos.

A lua brilhava cada vez mais, dava para apagar a luz dos postes e, ainda assim, daria para um ver o outro.

Apolo chegava cada vez mais perto de Ártemis, que não recuava, esquecera que jurou nunca mais se envolver com um homem. Até que então, Apolo encostou seus lábios nos dela, envolvendo seus braços nas cinturas delas, e ela, envolvendo seus braços no pescoço dele. Foi um longo beijo, calmo e sem ninguém para interromper. Um longo beijo cheio de ternura e carinho.

-Eu te amo muito, estou esperando esse beijo há séculos.

-Eu te amo muito também, mas… Eu não esperava esse beijo… Eu não posso me envolver com homens, e você sabe disso.

-Não, não sei- Apolo tirara a franja caída do rosto de Ártemis. - só sei que não podia mais aguentar ficar sem você. Nem mais um dia. Nem um só dia.

Ártemis ficara sem reação. Apenas voltaram a caminhar. Apolo a levara para a casa dela. Ela realmente tinha uma casa. Grande, porém pouco utilizada.

-Quer alguma coisa?- perguntou Ártemis, olhando a geladeira, enquanto Apolo entrava na cozinha.

-Um suco, ou água, ou qualquer coisa pra beber.

-Legal, suco de laranja então- disse Ártemis, indiferente.

Sentaram-se os dois na mesa. Apolo deu um grande gole no suco, enquanto Ártemis observava o seu próprio suco, preocupada.

-Apolo, você sabe que não podia ter te beijado, né?

-Sim, eu sabia, mas…

-Mas nada, Apolo, você sabe que jurei nunca ter nada com nenhum outro homem- Ártemis o cortou, nervosa.

-Eu sei disso, mana, mas eu não aguentava mais. Não aguentava mesmo.

-Eu não te entendo! Porque eu? Sabe, você é o deus dos solteiros, e eu sou uma deusa casta, e pura. Isso é totalmente proibido.

-Mas, talvez… Ahn, Afrodite está brincando com a gente.

-Vou tirar satisfações com ela, agora.

-Ok. Vai lá, que eu te espero- disse Apolo, olhando o copo vazio.

-Mas como você é burro, né? Vamos nós dois, juntos, AGORA- disse Ártemis puxando o copo da mão de seu irmão.

Os dois desapareceram da cozinha em uma luz prata, como um flash e uma luz dourada.